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29.5.03

mais uma dose omeopática do finado caneca de palavras :

"a opinião só tem valor quando é expressa e para quantas pessoas ouvirem:

expressar-se no meio de uma avalanche de falas, ideologias caminhos, globalização galopante que não tem hora de aumentar a velocidade; todos brigam contra as forças ocultas de um “mundo moderno” por um lugar ao sol. Dizer seu próprio rumo é afirmar-se em uma sociedade, ou até menos, é concretizar-se em uma roda de amigos. Contudo, o ato de expor idéias, imprimir sentimentos àquilo que é contado não é de grande valor, não é suficiente (de acordo com a moral e a altura dos narizes que recheiam a sociedade atual), pois basta saber se o valor de uma mensagem foi percebido pelo ouvido que a recebeu. Apresentar-se como ser pensante e formulador de idéias então não é o suficiente à valorização do ser: as idéias têm que ter fundamentos! É então estabelecido um problema de interpretação ou de referencial, como preferir, pois uma abstração ideológica ou talvez uma formulação conceitual de algum fato ou personalidade pode, para mim, estar embasado no mais concreto sentido, no entanto, tal momento primo de exercício cerebral não faz diferença nenhuma a meu colega ao lado que escutou as mesmas palavras. Numa conversa seria de boa índole parecer que o contador do caso, por exemplo, está sendo interessantíssimo com o conto contado? Ou seguiremos a originalidade: caso interessante, sorriso no rosto; caso não interessante, face fechada. Ser interessante às pessoas é algo que todos almejam vorazmente, e a aceitação numa sociedade de excluídos é um presente divino. Um novo lugar, uma nova história, novos amigos e novas situações são sempre importantes na vida e de tempos em tempos são necessários, no entanto, com o avanço da idade há uma estagnação em todo este processo, e é neste ponto que a vida deve estar concretizada, porquê neste momento precisaremos dos velhos amigos."

27.5.03

brasileiro, sofrido e trabalhador, que passa fome e ainda ri. brasileiro de rugas não pela velhice, mas pelo sol da lavoura. brasileiro que canta e crê em Deus, que vive a novela como se fosse o conto do sonho da sua vida. brasileiro criança que não faz idéia da imensidão do mundo e que só quer brincar. brasileiro anônimo que tem mais valor que o famoso, inteligente, conhecedor, perspicaz e forte, corajoso, interessante e amoroso. este é um povo que tem a vantagem de saber ser feliz onde a pobreza é sua melhor amiga e ainda um povo que no meio do breu consegue imaginar como será a luz no fim do túnel quando ela aparecer.

ser brasileiro é isso.

21.5.03

todo aquele que está em contato com as pessoas é uma parafernália galopante: o cachorro, sua mãe, o professor, a formiga, o gato, a namorada, o amigo, o passarinho, a mulher do irmão da sua cunhada, o pastor, o motorista do ônibus, o porteiro do prédio, o vizinho, o menino do sinal, sua avó, a atendente do serviço de telefonia, o peixe de aquário, o garçom, o filho da caixa do supermercado, o inimigo, o caroneiro, sua tia, meu primo, o padre, ...

estar em contato com pessoas gera loucura, ou várias delas, que nem sempre são aparentes. uma coisa é certa, todos nós somos loucos, em maior ou menor nível eu não sei, mas loucos. no entanto, esta loucura pode ser seccionada em várias fatias de um bolo infinito, como por exemplo as manias, ou seja, uma gama de loucuras periódicas. o número de loucuras é inimaginável, como o encontro de paralelas e uma pessoa tem obrigatoriamente uma fatia deste bolo, e não obrigatoriamente mais de uma, pois saber da existência da(s) loucura(s) particular(es) de cada um fácil, mas não é nada fácil saber o número particular e espécie.

todos por motivo de padrão social de normalidade, ou de tabu, ou até referencial de suposta normalidade, vivem o mesmo padrão. na intimidade das casas é que tudo é revelado. seria como se as pessoas usassem máscaras para irem as ruas e quando chegassem em casa não as tirassem?! sim. em casa é onde tudo acontece e todos são revelados. homem algum conseguiria viver por muito tempo na casa de outro sabendo que pode voltar para a sua, pois ali não poderá liberar seu ser louco interior e lembra que existe um ótimo lugar para isso, sua casa. da mesma maneira o homem que o hospeda, o qual, apesar de estar em casa, é como se não tivesse. a vontade de despejar o hóspede só aumenta, e após o despejo vem a sensação de liberdade, no mesmo lugar, porém não na mesma circunstância.

as parafernálias galopantes traduzem as loucuras do ser, daquele que existe, pensa e se relaciona com seres humanos. uma parafernália galopante é uma desconecção com o padrão de normalidade, ou seja, uma loucura que é vista como normalidade, a mudança de referencial.

ser louco é normal e a completa normalidade não existe, e caso alguém pense isso, este é realmente louco.

18.5.03

parafernálias temporárias:

Sábado fez quinta-feira,
Domingo fez três semanas,
Que pariu a porca um burro,
Mas com vinte e cinco mamas.

Sapaterio Silva

Hoje é o futuro do ontem,
Amanhã será o futuro do hoje,
Ontem é o presente que nunca mais será de novo,
Mas todos com novidades.

Charlatão Caique
POESIA DE FOLHETIM

Quando ela cai na minha cabeça vem gostosa querendo sair
E então fica flutuando,
Se revirando e brincando com os pensamentos
A menina dos meus olhos são as letras,
Que se juntam formando a beleza,
Mesmo sem rimas mostram sua sensualidade,
Mais do que as mulheres.

As mulheres são difíceis,
Loucas e serenas,
No entanto, não mais que os homens,
Que são burros,
Mas isso não mais que as mulheres.